04/08/2014
25/07/2014
De tudo, no mundo.
Na casa de dentro, sou tudo.
A medida é o que cala, não o que fala.
O silêncio é o meu grito,
E tudo o que me inquieta é o barulho do seu olho, no silêncio de sempre.
A casa de fora, é todo mundo.
Tudo, no nada que vem junto.
Em espera, a calma descansa. Toma seu rumo.
O olho dispara no canto, o que não sabe esconder.
As cores são mornas, mas só na casa de fora.
Eu sendo tudo, você todo mundo.
21/06/2014
Agnosia
Como lhe parece, olhar e não ver?
Como pareceria, se tudo lhe entorpecesse os sentidos de uma só vez?
Como lhe seria, o simples olhar nos olhos, enquanto as mãos seguram-se com força?
Se num instante tudo se apagasse.
Se o chão lhe tomasse a face e o mundo em volta virasse um borrão.
Se você fosse obrigado a, de olhos fechados, reconhecer as pessoas pelo que elas o fazem sentir.
Se enganar-se não fosse apenas uma desculpa.
Se o seu pulsar pudesse se fazer sentir na ponta dos dedos.
E se nada, nem ninguém, pudesse lhe tomar cada segundo de suor derramado no escuro.
Mas ainda assim, fosse escuro. Como você me veria?
Não ouvir, não falar, não olhar, não parecer com nada.
É isso que somos.
Borrões, sentidos, olhares de agnosia.
Como pareceria, se tudo lhe entorpecesse os sentidos de uma só vez?
Como lhe seria, o simples olhar nos olhos, enquanto as mãos seguram-se com força?
Se num instante tudo se apagasse.
Se o chão lhe tomasse a face e o mundo em volta virasse um borrão.
Se você fosse obrigado a, de olhos fechados, reconhecer as pessoas pelo que elas o fazem sentir.
Se enganar-se não fosse apenas uma desculpa.
Se o seu pulsar pudesse se fazer sentir na ponta dos dedos.
E se nada, nem ninguém, pudesse lhe tomar cada segundo de suor derramado no escuro.
Mas ainda assim, fosse escuro. Como você me veria?
Não ouvir, não falar, não olhar, não parecer com nada.
É isso que somos.
Borrões, sentidos, olhares de agnosia.
08/06/2014
Da solidão.
-
Dos meus fantásticos fantasmas.
De andar pela casa, pulando, cantando, dançando, rindo
sozinha.
De seguir o ritmo da minha cabeça, da minha música, da minha
solidão.
De parecer louca, só pra mim, dentro dos muros e dos
portões.
De me ver de perto, no espelho limpo.
Nua e crua, descabelada e barulhenta.
De cada detalhe que me move.
Dos pequenos instantes de felicidade.
De cada minuto da música inesperada que diz tudo.
De cada minuto da música inesperada que diz tudo.
De pensar sobre tudo e sobre nada, com a água jorrando nos
cabelos.
De pensar em você, e deixar pra lá.
De pensar em todo o resto, e deixar pra lá.
Porque eu to sozinha. E preciso aproveitar.
Porque um instante de felicidade completa é mais do que
lugares cheios.
É mais do que qualquer coisa.
É mais do que qualquer pessoa.
É muito maior do que alguém possa entender.
Estar feliz comigo, apenas.
Sem roupa cara, de cara lavada, sem roupa, de cara.
Estar feliz com a espuma no cabelo,
Com a fumaça do incenso,
Com o barulho do vento,
Com o silêncio da casa vazia.
Sem gente, sem fala, sem beijo, sem nada!
Da solidão que me faz ver que um dia inteiro só pra mim, é o
que basta.
Gosto.
-
02/06/2014
Nó.
-
Sujeito de si.
Outros.
Caminho de mim.
Nós.
Linguagem de dois.
Nó.
Garganta fechada.
Peles e poros.
Gestos ligados.
Gosto.
Cabelo amassado.
Sem dó.
Dono do seu.
Silêncio.
Dúvida do meu.
Nó!
29/05/2014
Inspirando...
...
Os sons e os ruídos da mente de tanto silêncio.
Dançando na cara da minha mania. Dar voltas, é o que eu sei fazer.
Inspiro, expiro, suspiro calada!
Dou voltas com os dedos, com os olhos, com a boca, com os nervos!
Volto o cabelo pro vento que vai dando voltas aqui e ali. E vou indo.
Quase solta, quase tonta, quase quase!
O canto da boca sorri, e a palavra não sai. O canto não sai. O quase não sai.
Suspiro e dou voltas no tempo. Hora de um, hora de outro vento.
Um vento que é letra, outro melodia.
Um pouco fala, o outro não para.
Um que é acorde, o outro poesia.
Um me inquieta, outro me invade.
Um marca a pele, o outro a palavra.
Um chega cedo, outro já vem tarde.
Um suspirou em uníssono.
O outro quase!
09/05/2014
Das prioridades.
De andar com a cara pra cima, com o pé descalço, e de dançar
fazendo careta como se a música fosse invadindo, preenchendo e você tivesse a
ponto de explodir.
De gargalhar alto, mesmo que sinta que todo mundo te olha.
De sentir leve, solto e tonto.. Tudo que te toca como fosse brisa.
Da inspiração de onde não se espera.
De beijos e olhos sorrindo. De sentidos aguçados.
De calma. De música alta. De calma. De cama.
De entrelinhas, de paradoxos, de detalhes sórdidos que te prendem por sua própria vontade.
De ter vontade e respeitá – la.
De andar como quiser, e ser o que e pra quem quiser.
Do que me apetece, mesmo que por um instante.
Faço questão!
De gargalhar alto, mesmo que sinta que todo mundo te olha.
De sentir leve, solto e tonto.. Tudo que te toca como fosse brisa.
Da inspiração de onde não se espera.
De beijos e olhos sorrindo. De sentidos aguçados.
De calma. De música alta. De calma. De cama.
De entrelinhas, de paradoxos, de detalhes sórdidos que te prendem por sua própria vontade.
De ter vontade e respeitá – la.
De andar como quiser, e ser o que e pra quem quiser.
Do que me apetece, mesmo que por um instante.
Faço questão!
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